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Eventos Corporativos

Mágica personalizada no lançamento da DEX da John Deere

21 de agosto de 2026 • Por Roger Hideo
Mágica personalizada no lançamento da DEX da John Deere

No dia 20 de agosto de 2026, tive a oportunidade de participar de um dos projetos mais diferentes e grandiosos que já realizei utilizando ilusionismo dentro de um evento corporativo: o lançamento da nova geração de escavadeiras DEX da John Deere.

A John Deere é uma empresa global de tecnologia e equipamentos com atuação nos setores agrícola, de construção e florestal. A linha DEX representa uma nova geração de escavadeiras da companhia e um importante momento para a marca.

Mas esse lançamento não foi realizado por meio de uma apresentação convencional.

Foi criado um verdadeiro espetáculo.

Música ao vivo, cantora, banda, atores, máquinas em cena, efeitos especiais, personagens míticos e uma narrativa construída para conduzir o público até a grande revelação da nova DEX.

Dentro dessa história, minha função era bastante diferente daquela que normalmente desempenho em um evento.

Eu era o Mago das Histórias.

E não dizia uma única palavra.

Dois dias de ensaio para vinte minutos de apresentação

Antes do evento, tivemos dois dias inteiros de ensaios.

Na terça e na quarta-feira, toda a equipe trabalhou para ajustar entradas, músicas, movimentações, efeitos, atores, máquinas e cada uma das transições do espetáculo.

Na quinta-feira, dia 20, aconteceu a apresentação.

Foram aproximadamente vinte minutos em cena.

Pode parecer pouco quando comparado ao tempo de preparação, mas esse é justamente um dos aspectos mais interessantes de grandes produções.

Para que vinte minutos aconteçam de maneira precisa diante do público, existem horas e horas de ensaio nos bastidores.

Cada entrada precisa acontecer no momento certo.

A música precisa estar sincronizada.

Os atores precisam conhecer suas marcações.

Os efeitos precisam acompanhar a narrativa.

E, principalmente, todas essas partes precisam parecer uma única história para quem está assistindo.

Um lançamento transformado em espetáculo

O público era formado por aproximadamente 300 pessoas, incluindo profissionais da liderança e da alta gestão da empresa.

Em vez de simplesmente apresentar uma nova máquina, o lançamento foi construído como uma experiência.

Havia música ao vivo, banda, cantora, atores e uma grande estrutura de apresentação.

Em determinado momento, as próprias máquinas faziam parte do espetáculo.

Era muito mais próximo de uma produção teatral do que de uma apresentação tradicional de produto.

E foi exatamente nesse universo que a mágica encontrou espaço.

Ela não entrou como uma atração colocada entre duas falas.

Ela fazia parte da história que estava sendo contada.

O Mago das Histórias

Meu personagem dentro do espetáculo era o Mago das Histórias.

Uma característica que tornou esse trabalho especialmente interessante é que eu não tinha nenhuma fala.

Toda a comunicação precisava acontecer por meio da atuação, dos movimentos, da música e dos efeitos mágicos.

Isso muda completamente a maneira de construir uma apresentação.

Quando não existem palavras, cada ação precisa ser compreendida visualmente.

O público precisa perceber que uma história terminou, que outra está começando ou que determinado elemento ganhou importância sem que alguém precise explicar isso verbalmente.

A mágica se transformou na minha linguagem.

Um universo de criaturas míticas

A narrativa do espetáculo acontecia dentro de um universo mítico.

Ao longo da história apareciam referências a personagens como o Minotauro, o Grifo, o Gigante de Ferro, os Dragões e, principalmente, a Fênix.

Cada uma dessas criaturas representava parte daquele universo e ajudava a construir o caminho até o momento principal da apresentação.

Minha função era conectar essas histórias.

Por meio das mágicas, eu fazia com que um elemento levasse ao próximo e ajudava a preparar o público para aquilo que ainda estava por vir.

Era quase como se o Mago das Histórias estivesse conduzindo o espectador através daquele mundo.

Quando a luz começa a contar a história

Uma das primeiras experiências utilizava luz.

Um simples lenço se transformava e dava origem a pontos luminosos que começavam a aparecer durante a performance.

Como não existiam falas, a luz ajudava a estabelecer imediatamente a linguagem fantástica daquele personagem.

O público percebia que havia entrado em outro universo.

Esses elementos visuais também funcionavam muito bem dentro de uma produção desse tamanho, porque criavam imagens que podiam ser compreendidas rapidamente.

Em um espetáculo corporativo, isso é especialmente importante.

O efeito precisa ser bonito, mas também precisa cumprir uma função dentro da narrativa.

Do papel surge a Fênix

Outro momento importante da apresentação utilizava diferentes pedaços de papel.

Cada um deles representava uma das criaturas daquele universo.

O Minotauro.

O Grifo.

O Dragão.

O Gigante de Ferro.

Esses elementos iam sendo apresentados e transformados durante a performance.

Até que, ao final, tudo culminava na aparição da Fênix.

A Fênix não havia sido escolhida por acaso.

Ela era uma peça central da história.

A Fênix como símbolo de transformação

A ideia da Fênix estava diretamente conectada à narrativa criada para o lançamento.

A Fênix é tradicionalmente associada ao renascimento: algo que encerra um ciclo e retorna renovado.

Dentro da história do espetáculo, a máquina anterior era representada como Rex.

A partir dela surgia uma nova geração.

A DEX.

Não era simplesmente uma máquina antiga sendo substituída por outra.

Na narrativa, havia uma transformação.

Um renascimento.

Por isso, fazer com que as diferentes histórias terminassem na imagem da Fênix ajudava a preparar simbolicamente aquilo que aconteceria alguns instantes depois.

Enquanto a mágica acontecia, outra transformação acontecia nos bastidores

Uma das partes que considero mais interessantes desse projeto acontecia justamente onde o público não conseguia enxergar.

Enquanto eu realizava a sequência de mágicas e conduzia a narrativa da Fênix, a equipe estava trabalhando atrás da estrutura.

A máquina anterior saía de cena.

E a nova DEX entrava.

Tudo precisava acontecer sem que o público percebesse.

Essa é uma situação em que ilusionismo e produção de evento praticamente se tornam a mesma coisa.

Enquanto a atenção estava direcionada para a história que acontecia à frente, uma grande transformação física estava sendo preparada alguns metros atrás.

Quando chegasse o momento da revelação, tudo já precisaria estar exatamente em sua posição.

A mágica como ferramenta de direção de atenção

Existe um princípio muito importante no ilusionismo: aquilo que o público percebe não depende apenas daquilo que está diante de seus olhos.

Depende também de onde está sua atenção.

Nesse lançamento, esse princípio ganhou uma dimensão gigantesca.

Não estávamos falando de esconder uma pequena carta ou uma moeda.

Estávamos trabalhando dentro de uma produção que precisava movimentar uma máquina enquanto centenas de pessoas acompanhavam o espetáculo.

A história, a música, os atores e a mágica ajudavam a conduzir a experiência do público.

Enquanto todos estavam envolvidos emocionalmente com aquilo que acontecia à frente, a próxima etapa da narrativa estava sendo preparada.

O momento da grande revelação

Toda a sequência caminhava para um único momento.

A revelação da nova máquina.

No final da minha performance, utilizei um livro que produzia um forte efeito visual relacionado ao fogo.

Aquele elemento encerrava a narrativa da transformação e direcionava a atenção para o local onde aconteceria a revelação.

Na sequência, os efeitos especiais do espetáculo entravam em ação.

E a nova DEX surgia diante do público.

Tudo o que havia sido construído anteriormente — as criaturas míticas, a Fênix, a transformação e a magia — desembocava naquele momento.

A máquina não simplesmente aparecia.

Ela era revelada como o desfecho da história.

Quando o produto vira protagonista

Esse é um ponto que considero fundamental em uma apresentação personalizada.

A mágica não deve competir com o produto.

Ela precisa valorizá-lo.

Nesse caso, o momento mais importante não era uma das mágicas que eu realizava.

Era a aparição da DEX.

Todo o meu trabalho precisava conduzir o público até ela.

Isso muda completamente a lógica da criação.

Em um show tradicional, normalmente pensamos em construir o maior impacto possível para o mágico.

Em um lançamento corporativo, o maior impacto precisa estar onde o cliente precisa.

O produto é o protagonista.

A mágica existe para tornar sua entrada ainda mais poderosa.

Storytelling sem utilizar palavras

Esse projeto também reforçou uma coisa em que acredito muito: contar histórias não depende apenas de texto.

É possível contar uma história com imagens.

Com música.

Com movimentos.

Com escolhas de objetos.

Com transformações.

E, naturalmente, com mágica.

Durante aproximadamente vinte minutos, meu personagem não dizia nada.

Mesmo assim, precisava conduzir o público por diferentes momentos até chegar à Fênix e, posteriormente, à revelação da DEX.

Esse tipo de construção exige que cada efeito possua um motivo para estar ali.

Se uma mágica não ajuda a contar a história, talvez ela não precise fazer parte da apresentação.

Mágica criada para o roteiro, e não o contrário

Em muitos eventos, uma atração já possui seu repertório e procura uma maneira de encaixá-lo na programação.

Nesse projeto, o processo foi diferente.

Primeiro existia a história.

Depois, era necessário descobrir quais experiências mágicas poderiam ajudar a contá-la.

Isso exige criação, adaptação e pesquisa.

Uma mágica precisa representar luz.

Outra precisa apresentar as criaturas.

Outra precisa conduzir até a Fênix.

E todo esse conjunto precisa preparar a revelação final.

Essa é uma das partes que mais gosto no trabalho corporativo.

O desafio não é simplesmente pensar: “Qual mágica eu vou fazer?”.

A pergunta passa a ser:

“Qual experiência consegue representar melhor aquilo que essa empresa deseja comunicar?”.

Muito além de colocar um logotipo em uma mágica

Personalizar uma apresentação corporativa não significa simplesmente imprimir o logotipo de uma empresa em um baralho.

Essa pode ser uma forma de personalização, mas existem possibilidades muito maiores.

Nesse lançamento, a personalização estava na própria dramaturgia.

Meu personagem existia porque aquela história precisava dele.

Os efeitos foram escolhidos porque aquela narrativa precisava dessas transformações.

A Fênix possuía uma função porque o conceito de renascimento fazia sentido dentro daquele lançamento.

E a conclusão existia para revelar a nova máquina.

Nesse nível, o ilusionismo deixa de ser apenas entretenimento personalizado.

Ele passa a fazer parte da direção criativa do evento.

Uma produção feita por muitas pessoas

Um espetáculo dessa dimensão só acontece por causa do trabalho de muitas pessoas.

Havia atores, músicos, cantora, produção, técnicos, equipe responsável pelas máquinas e diversos profissionais trabalhando simultaneamente.

Cada área precisava executar sua parte com precisão.

Quando o público assiste à apresentação final, tudo parece acontecer naturalmente.

Mas existe uma enorme quantidade de trabalho por trás dessa sensação.

Foram dois dias de ensaio justamente para que todas essas partes funcionassem como uma única experiência.

Para mim, também foi muito interessante fazer parte de um projeto no qual a mágica era apenas uma das linguagens presentes.

Teatro, música, tecnologia, máquinas e ilusionismo estavam trabalhando juntos.

Vinte minutos que precisavam funcionar 100%

Foram aproximadamente vinte minutos de performance.

Mas eram vinte minutos nos quais cada detalhe importava.

Não havia espaço para simplesmente interromper e começar novamente.

A troca das máquinas precisava acontecer.

Os efeitos especiais precisavam entrar.

A música precisava continuar.

Os atores precisavam seguir a narrativa.

E eu precisava realizar minha parte dentro desse conjunto.

Esse tipo de projeto exige preparação, concentração e muita confiança na equipe.

É justamente essa complexidade que torna a experiência tão especial quando tudo funciona.

Ilusionismo para lançamentos de produtos

Lançamentos de produtos oferecem possibilidades muito interessantes para o ilusionismo.

Uma mágica pode revelar um produto.

Pode representar uma transformação.

Pode apresentar uma nova tecnologia.

Pode reforçar uma característica.

Ou pode fazer parte de uma narrativa muito maior, como aconteceu nesse projeto.

O ponto principal é compreender que a mágica precisa trabalhar a favor do objetivo da empresa.

Às vezes, o melhor efeito não é aquele em que o mágico recebe mais aplausos.

É aquele que faz com que o público nunca se esqueça do momento em que o produto foi apresentado.

Uma das experiências mais completas que já vivi em um lançamento

Participar do lançamento da DEX da John Deere foi uma experiência incrível.

Foram dois dias de preparação para uma apresentação de vinte minutos extremamente intensa, cercada de música, atuação, máquinas e efeitos especiais.

Dentro daquele universo, tive a oportunidade de assumir um personagem, contar uma história sem utilizar palavras e usar a mágica para ajudar a conduzir centenas de pessoas até a grande revelação.

É exatamente esse tipo de projeto que mostra o quanto o ilusionismo pode ir além de um show tradicional.

Quando existe uma história, uma mensagem e um objetivo claro, a mágica pode se integrar completamente ao evento e transformar um lançamento em uma experiência.

Mágica personalizada para lançamentos e eventos corporativos

Cada lançamento possui uma história diferente.

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